domingo, 24 de outubro de 2010



O BRASIL PODE IMPEDIR MAIS QUATRO ANOS DE PT

Não podemos aceitar a mordaça que está se instalando no país.

No dia 31 não inverta os números. Inverta a situação. Vote 45.



Bispo diz que ''PT é o partido da morte''

Para Bergonzini, que fez 2 milhões de cópias do folheto 'apelo a todos brasileiros e brasileiras', o PT aceita aborto até 9º mês de gravidez

24 de outubro de 2010 | 0h 00


Fausto Macedo - O Estado de S.Paulo

"O PT é o partido da mentira, o PT é o partido da morte", afirmou ontem d. Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo diocesano de Guarulhos, na Grande São Paulo. "O PT descrimina o aborto, aceita o aborto até o nono mês de gravidez. Isso é assassinato de ser humano que não tem nem o direito de se defender."

D. Luiz é a voz dentro da Igreja católica que desconforta Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, e a coloca no centro da polêmica sobre o aborto. É dele a iniciativa de fazer 2 milhões de cópias do folheto "apelo a todos os brasileiros e brasileiras".

Mais que um libelo contra a interrupção da gravidez, o documento é uma recomendação expressa aos brasileiros para que "nas próximas eleições deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários ao aborto". Não cita nominalmente a petista, mas é a ela que se refere claramente.

"Eu tenho uma palavra só, eu não tenho duas ou três palavras como a dona Dilma tem. Ela apresentou três planos de governo, o segundo mascara o primeiro e o terceiro mascara o segundo", disse d. Luiz, na casa episcopal, onde recebeu a imprensa para falar pela primeira vez sobre a ação da Polícia Federal que, há uma semana, confiscou 1 milhão de folhetos por ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A corte acolheu liminarmente ação cautelar do PT que alegou ser alvo de documento apócrifo e falso. "Foi uma violência contra a Igreja", reprova o bispo. Mas ele não recua. Por meio dos advogados da Mitra de Guarulhos, João Carlos Biagini e Roberto Victalino de Brito Filho, o bispo requer ao TSE que revogue a decisão provisória e determine a imediata devolução da papelada que mandou fazer na Gráfica Plana, no Cambuci, em São Paulo.

Nos templos. Se recuperar os panfletos, que considera pertencer à Igreja, d. Luiz planeja distribuir um a um nas portas e nos arredores dos templos nos limites de sua Diocese e mesmo além. "Eu sou pela verdade. Pela verdade eu morro se preciso for, pela Igreja eu morro, pela minha consciência eu morro. Não tenho medo. Estou enfrentando situação difícil, mas vou continuar." A seu rebanho ele prega: "Não vote na Dilma."

Indigna-o a acusação do PT, de que seu apelo é uma falsificação. O documento, observa, é oficial da Igreja, assinado por três bispos e aprovado pelas Comissões Diocesanas de Defesa da Vida. "O PT é o partido da mentira. Dilma sempre declarou que era um absurdo não liberar o aborto. Agora ela é até muito católica. É lógico, depois das pesquisas ela mudou de opinião. Me acusam de mentir sobre esses fatos verdadeiros. O PT é o partido da morte. Diante de tanta manipulação espero que o povo enxergue a verdade e vote certo."

Ressalta que não está fazendo campanha ou pedindo votos para José Serra (PSDB), antagonista de Dilma. Conhece o tucano que, como ministro da Saúde, passou pela cidade. "Mas nunca tomei uma taça de vinho com ele, nem mesmo copo d"água."

Sua missão, diz, é promover o evangelho e a doutrina cristã. Apresenta-se como sacerdote do Altíssimo. "Na defesa da vida vou até a morte. Nunca pedi que votem ou não votem em Serra. Eu digo que não votem na Dilma. Há outras opções, o voto nulo, o branco. Sou político, tenho direito de ser, mas não partidário."

Sua diocese abriga 1,3 milhão de habitantes, espalhados em 341 quilômetros quadrados. É a segunda maior do Estado, com 36 igrejas e 50 capelas. Ele considera "contrassenso" o fato de o presidente Lula ter oferecido abrigo à mulher iraniana condenada à morte por apedrejamento. "O governo oferece até asilo político para uma senhora condenada em seu País. Aqui aceita que se mate crianças nossas, que não cometeram crime algum, e em grande quantidade."

Pressões não o inibem. Carta anônima chegou a seu retiro, a 23 de setembro, postada na agência Central dos Correios, um manuscrito que atribui a petistas violências e morte. "Não tenho medo." São muitas, "pelo menos 300", as manifestações de solidariedade que tem recebido - elas chegam por e-mails, telefonemas, cartas e telegramas, até de d. Evaristo Arns. "De político não chegou nenhuma mensagem."

E os R$ 30 mil investidos na impressão, de onde saíram? "Doações espontâneas que chegaram a mim, doações de pessoas não ligadas a partidos. Gente que me deu ajuda com essa finalidade, de fazer folhetos. Teve sobra, vou doar à Diocese."

Não o incomoda o fato de a gráfica do Cambuci pertencer a empresário casado com uma filiada do PSDB, irmã de Sérgio Kobayashi, que integra a campanha de Serra. "Essa mesma gráfica imprimiu jornais e panfletos para candidatos do PT."

D. Luiz diz respeitar "a opinião e a posição" de qualquer cidadão. "Não sou desses que manda sequestrar impressos, que amordaça a imprensa, como infelizmente acontece em nosso País hoje. Estou com a consciência tranquila de ter feito a minha obrigação. A minha posição é esta: não pode votar na Dilma. Se ela vencer vou lamentar. Vou respeitá-la como presidente, mas vou continuar minha luta. Eu tenho uma palavra só, contra o aborto. É uma norma pétrea. Não vou ceder."

O MAL A EVITAR

Estado de São Paulo



A acusação do presidente da República de que a Imprensa "se comporta como um partido político" é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre "se comportar como um partido político" e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.

Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.

Efetivamente, não bastasse o embuste do "nunca antes", agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.

Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa - iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique - de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.

Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia - a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o "cara". Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: "Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?" Este é o mal a evitar.



OLHE BEM A FOTO ACIMA

TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES...



sábado, 23 de outubro de 2010




Se é isso que você quer para o Brasil é só votar Dilma dia 31.

Agora, se você deseja um país livre, com imprensa livre, sem assassinatos legalizados por lei, vote Serra dia 31.

Anular o voto é uma opção, eu sei, mas no momento, seria o mesmo que votar na Dilma, afinal você vai ter um dos dois como presidente, querendo ou não.


Dia 31 não inverta os números, inverta a situação...


domingo, 17 de outubro de 2010

E a ditadura acabará por se instalar nesse país.

Vocês já ouviram falar sobre apreensão de material em gráfica? Já viram esse filme?

A história se repete.





Pessoal

Enquanto não houver uma declaração precisa, contrária a distribuição dos folhetos da Regional Sul 1, os mesmos devem continuar sendo divulgados, pois trata-se de assunto importante relativo a implantação do aborto de forma indiscriminada em nosso país.

As atuais manifestações de Dilma a respeito do aborto são claras: trata-se de uma posição pessoal, não do partido, logo não vale nada para o que desejamos. Basta, no futuro, dizer que não foi por sua vontade que o aborto foi aprovado e não estaria mentindo. Cabe a nós, não sermos ingênuos.

Segue uma carta de um advogado católico a respeito da última declaração que saiu nos jornais a respeito do documento da Regional Sul 1. Divulguem.

Sonia Rosalia




Tendo em vista Declaração sobre as Eleições emitida em 16 de outubro de 2010, em Itaici, pelo Regional Sul 1 da CNBB, venho a público esclarecer o que segue.

Visa o documento apenas impedir a instrumentalização de declarações e notas para maus fins, pois é evidente que os bispos jamais impediriam que suas declarações e notas sejam divulgadas para os fins devidos para que foram emitidas.

E quando diz que não patrocina a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra candidatos, apenas quer deixar claro que essa impressão e difusão não são promovidas pelo Regional, porém em nenhum momento a Declaração deixa expresso que essa impressão e difusão não devem ser feitas.

Até porque, em 26 de agosto de 2010, a Comissão Episcopal Representativa do Conselho Regional Sul 1 da CNBB explicitamente acolheu e recomendou a ampla difusão do "APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS", elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do mesmo Regional, em nota assinada por seu presidente, d. Nelson Westrupp, seu vice-presidente, d. Benedito Beni dos Santos, e por seu secretário-geral, d. Airton José dos Santos.

Ora, d. Nelson não tem duas palavras. Se a Declaração de 16 de outubro não desautorizou a distribuição do APELO (apenas enfatizou que o Regional não patrocina a impressão de folhetos), nem revogou expressamente a Nota de 26 de agosto, devemos entender que a orientação no sentido de recomendar ampla difusão do APELO continua valendo, até ordem expressa em contrário da Regional Sul 1 ou do próprio d. Nelson.

Até agora não houve ordem expressa no sentido de desautorizar a distribuição do APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS. E acredito que dificilmente esta ordem virá, pois, como eu já disse, d. Nelson Westrupp é um homem corajoso e não tem duas palavras, de modo que seria até ofensivo à sua reputação supor que ele pudesse desdizer em outubro o que ele proclamou em agosto.

Assim sendo, permanece em pleno vigor a orientação dada e assinada por d. Nelson Westrupp em 26 de agosto de 2010, recomendando que seja dada ao APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS a mais ampla divulgação.

Rodrigo R. Pedroso
Advogado