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terça-feira, 26 de julho de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
terça-feira, 2 de junho de 2009
ENQUANTO A SOCIEDADE DORME...
Sonia Rosalia Refosco de Oliveira
Excelente artigo do prof. Carlos Alberto Di Franco intitulado Totalitarismo e Intolerância.
Há algum tempo vemos os "discriminados LGBT" tomarem as ruas e insistirem em impor um modo de pensar que não é o da maioria da sociedade brasileira. Sabemos muito bem, que as passeatas gays estão recheadas de pessoas que vão lá apenas para "rir" e se "divertir". No entanto, fazem número e número é importante em passeata.
O governo tenta agora, dar mais uma rasteira na sociedade e a mídia, cala-se. Mais uma vez esse governo que embala o sono da sociedade com bolsas-família miseráveis, com escolas de péssima qualidade, com saúde deplorável, tenta nos fazer engolir goela abaixo suas imposições e seu modo de agir. Eles tentam. Dão um ou dois passos de cada vez e observam se a sociedade continua dormindo ou se abre um olho. Se continuar dormindo, mais um passo será dado (aprova-se a lei da homofobia). Se abrir um olho (aprovamos depois, com diz Vanucchi).
O pior Totalitarismo é aquele que se instala com cara de democracia, com jeito bonachão, com risadinhas e tapinhas nas costas, com a idéia que se passa de 68% de aprovação, com a possibilidade de um terceiro mandato caso nossa ministra não consiga dar conta do recado.
Está na hora de pais saberem o que seus filhos ouvem e lêem nas escolas, o que os professores ensinam a seus filhos. Não deleguem poderes a pessoas que sequer sabem o nome e o pensamento político. Está na hora de parar de assistir a bobagens na TV, novelas, Big Brothers, Fazendas, etc... É preciso saber o que se passa em nossas vidas e o que esses governantes querem nos obrigar a aceitar.
Parabéns prof. Di Franco.
Segue o artigo do Prof. Carlos Alberto Di Franco publicado do jornal Estado de São Paulo em 01 de junho de 2009
TOTALITARISMO E INTOLERÂNCIA
Dois episódios recentes, em Brasília e em São Paulo, desnudam a visão totalitária e a intolerância ideológica que dominam estratégias de longo alcance na formação das novas gerações.
Comecemos por Brasília. O governo quer que seja incluída nos livros didáticos a temática de famílias compostas por lésbicas, gays, travestis e transexuais. Ainda na área da educação, recomenda cursos de capacitação para evitar a homofobia nas escolas e pesquisas sobre comportamento de professores e alunos em relação ao tema. Essas são algumas das medidas que integram o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), documento firmado por representantes de 18 Ministérios do governo Lula.
O texto traz 50 propostas que deverão transformar-se em política de governo até 2011. São medidas em diversas áreas. Na saúde, o grupo prevê acesso universal a técnicas de reprodução assistida a LGBT em idade fértil e recomenda o fim da restrição imposta a essa população para doação de sangue.
"É um marco na busca da garantia dos direitos e cidadania", afirmou o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, durante o lançamento do plano. Das propostas apresentadas, algumas estão em andamento. É o caso do reconhecimento da união civil de pessoas do mesmo sexo e da criminalização da homofobia. Projetos com essas propostas tramitam no Congresso. "Se elas não forem aprovadas neste governo, serão no futuro. É só questão de tempo", avaliou Vanucchi.
Vamos, caro leitor, a São Paulo. A Secretaria Estadual da Educação distribuiu a escolas um livro com conteúdo sexual e palavrões, para ser usado como material de apoio por alunos da terceira série do ensino fundamental (faixa etária de 9 anos).
O livro (Dez na Área, um na Banheira e Ninguém no Gol) é recheado com expressões chulas, de baixo calão. São 11 histórias em quadrinhos, feitas por diferentes artistas, que abordam temas relacionados a futebol - algumas usam também a conotação sexual. Uma das histórias faz uma caricatura de um programa de mesa-redonda de futebol na TV. Enquanto o comentarista faz perguntas sobre sexo, jogadores e treinadores respondem com clichês de programas esportivos, como o "atleta tem de se adaptar a qualquer posição".
O governo de São Paulo afirmou que houve "falha" na escolha, pois o material é "inadequado para alunos dessa idade". Ótimo. Reconhecer o erro é importante. Mas, aparentemente, o governo entende que o conteúdo seria adequado para alunos de outra faixa etária. Lamentável! É assim que se pretende melhorar a qualidade de ensino? São Paulo, que foi capaz de produzir uma USP, assiste hoje à demissão do dever de educar. A pedagogia do palavrão e a metodologia da obscenidade estão ocupando o lugar da educação de qualidade. Espero, sinceramente, que o episódio seja pontual e que o governador José Serra, homem de sólida formação acadêmica, e seu secretário de Educação, o ex-ministro Paulo Renato, tomem providências definitivas.
Na verdade, amigo leitor, uma onda de intolerância avança sobre a sociedade. Discriminados assumem a bandeira da discriminação. O tema da sexualidade passou a gerar novos dogmas e novos tabus. E os governos, num espasmo de totalitarismo, querem impor à sociedade um modo único de pensar, de ver e de sentir.
Uma coisa é o combate à discriminação, urgente e necessário. Outra, totalmente diferente, é o proselitismo de uma opção de vida. Não cabe ao governo, com manuais, cartilhas e material didático, formatar a cabeça dos brasileiros. Tal estratégia, claramente delineada no discurso do secretário Paulo Vanucchi, tem nome: totalitarismo. O governo deve impedir os abusos da homofobia, mas não pode impor um modelo de família que não bate com as raízes culturais do Brasil e nem sequer está em sintonia com o sentir da imensa maioria da população.
Se tivessem aprovado o Conselho Federal de Jornalismo, uma frustrada tentativa de garrotear a liberdade de imprensa e de expressão, eu certamente não publicaria este artigo. Não conseguiram. Felizmente. Escrevo com absoluta liberdade. E outros que de mim discordem podem defender seus pontos de vista com a mesma liberdade.
A intolerância atual é uma nova "ideologia", ou seja, uma cosmovisão - um conjunto global de ideias fechado em si mesmo -, que pretende ser a "única verdade", racional, a única digna de ser levada em consideração na cultura, na política, na legislação, na educação, etc. Tal como as políticas nascidas das ideologias totalitárias, a atual intolerância execra - sem dar audiência ao adversário nem manter respeito por ele - os pensamentos que divergem dos seus "dogmas" e não hesita em mobilizar a "inquisição" de certos setores para achincalhar - sem o menor respeito pelo diálogo - as ideias ou posições que se opõem ao seu dogmatismo. Alegará que são interferências do pensamento conservador e liberal, quando um verdadeiro democrata deveria pensar apenas que são outros modos de pensar de outros cidadãos, que têm tantos direitos como eles.
Aborrece-me a intolerância dos "tolerantes". Incomoda-me o dogmatismo das falanges autoritárias. Respeito a divergência e convivo com o contraditório. Sem problema. Mas não duvido que é na família, na família tradicional, mais do que em qualquer outro quadro de convivência, o "lugar" onde podem ser cultivados os valores, as virtudes e as competências que constituem o melhor fundamento da educação para a cidadania.
Carlos Alberto Di Franco, doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, professor de Ética, é diretor do Master em
Jornalismo (www.masteremjornalismo.org.br) e da Di Franco-Consultoria em Estratégia de Mídia (www.consultoradifranco.com)
E-mail: difranco@iics.org.br
Comecemos por Brasília. O governo quer que seja incluída nos livros didáticos a temática de famílias compostas por lésbicas, gays, travestis e transexuais. Ainda na área da educação, recomenda cursos de capacitação para evitar a homofobia nas escolas e pesquisas sobre comportamento de professores e alunos em relação ao tema. Essas são algumas das medidas que integram o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), documento firmado por representantes de 18 Ministérios do governo Lula.
O texto traz 50 propostas que deverão transformar-se em política de governo até 2011. São medidas em diversas áreas. Na saúde, o grupo prevê acesso universal a técnicas de reprodução assistida a LGBT em idade fértil e recomenda o fim da restrição imposta a essa população para doação de sangue.
"É um marco na busca da garantia dos direitos e cidadania", afirmou o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, durante o lançamento do plano. Das propostas apresentadas, algumas estão em andamento. É o caso do reconhecimento da união civil de pessoas do mesmo sexo e da criminalização da homofobia. Projetos com essas propostas tramitam no Congresso. "Se elas não forem aprovadas neste governo, serão no futuro. É só questão de tempo", avaliou Vanucchi.
Vamos, caro leitor, a São Paulo. A Secretaria Estadual da Educação distribuiu a escolas um livro com conteúdo sexual e palavrões, para ser usado como material de apoio por alunos da terceira série do ensino fundamental (faixa etária de 9 anos).
O livro (Dez na Área, um na Banheira e Ninguém no Gol) é recheado com expressões chulas, de baixo calão. São 11 histórias em quadrinhos, feitas por diferentes artistas, que abordam temas relacionados a futebol - algumas usam também a conotação sexual. Uma das histórias faz uma caricatura de um programa de mesa-redonda de futebol na TV. Enquanto o comentarista faz perguntas sobre sexo, jogadores e treinadores respondem com clichês de programas esportivos, como o "atleta tem de se adaptar a qualquer posição".
O governo de São Paulo afirmou que houve "falha" na escolha, pois o material é "inadequado para alunos dessa idade". Ótimo. Reconhecer o erro é importante. Mas, aparentemente, o governo entende que o conteúdo seria adequado para alunos de outra faixa etária. Lamentável! É assim que se pretende melhorar a qualidade de ensino? São Paulo, que foi capaz de produzir uma USP, assiste hoje à demissão do dever de educar. A pedagogia do palavrão e a metodologia da obscenidade estão ocupando o lugar da educação de qualidade. Espero, sinceramente, que o episódio seja pontual e que o governador José Serra, homem de sólida formação acadêmica, e seu secretário de Educação, o ex-ministro Paulo Renato, tomem providências definitivas.
Na verdade, amigo leitor, uma onda de intolerância avança sobre a sociedade. Discriminados assumem a bandeira da discriminação. O tema da sexualidade passou a gerar novos dogmas e novos tabus. E os governos, num espasmo de totalitarismo, querem impor à sociedade um modo único de pensar, de ver e de sentir.
Uma coisa é o combate à discriminação, urgente e necessário. Outra, totalmente diferente, é o proselitismo de uma opção de vida. Não cabe ao governo, com manuais, cartilhas e material didático, formatar a cabeça dos brasileiros. Tal estratégia, claramente delineada no discurso do secretário Paulo Vanucchi, tem nome: totalitarismo. O governo deve impedir os abusos da homofobia, mas não pode impor um modelo de família que não bate com as raízes culturais do Brasil e nem sequer está em sintonia com o sentir da imensa maioria da população.
Se tivessem aprovado o Conselho Federal de Jornalismo, uma frustrada tentativa de garrotear a liberdade de imprensa e de expressão, eu certamente não publicaria este artigo. Não conseguiram. Felizmente. Escrevo com absoluta liberdade. E outros que de mim discordem podem defender seus pontos de vista com a mesma liberdade.
A intolerância atual é uma nova "ideologia", ou seja, uma cosmovisão - um conjunto global de ideias fechado em si mesmo -, que pretende ser a "única verdade", racional, a única digna de ser levada em consideração na cultura, na política, na legislação, na educação, etc. Tal como as políticas nascidas das ideologias totalitárias, a atual intolerância execra - sem dar audiência ao adversário nem manter respeito por ele - os pensamentos que divergem dos seus "dogmas" e não hesita em mobilizar a "inquisição" de certos setores para achincalhar - sem o menor respeito pelo diálogo - as ideias ou posições que se opõem ao seu dogmatismo. Alegará que são interferências do pensamento conservador e liberal, quando um verdadeiro democrata deveria pensar apenas que são outros modos de pensar de outros cidadãos, que têm tantos direitos como eles.
Aborrece-me a intolerância dos "tolerantes". Incomoda-me o dogmatismo das falanges autoritárias. Respeito a divergência e convivo com o contraditório. Sem problema. Mas não duvido que é na família, na família tradicional, mais do que em qualquer outro quadro de convivência, o "lugar" onde podem ser cultivados os valores, as virtudes e as competências que constituem o melhor fundamento da educação para a cidadania.
Carlos Alberto Di Franco, doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, professor de Ética, é diretor do Master em
Jornalismo (www.masteremjornalismo.org.br) e da Di Franco-Consultoria em Estratégia de Mídia (www.consultoradifranco.com)
E-mail: difranco@iics.org.br
sábado, 7 de março de 2009

ENTRE A VIDA E A MORTE
Sonia Rosalia Refosco de Oliveira
Ao ler as inúmeras cartas, selecionadas pelo jornal O Estado de São Paulo, condenando a Igreja Católica e o bispo que, segundo os leitores, excomungou os médicos, a mãe e todos os participantes do assassinato dos gêmeos da pobre menina de 9 anos, não posso deixar de refletir sobre o grande desconhecimento de setores da sociedade sobre a doutrina da Igreja.
Há aqueles que comentam a excomunhão da menina (fato que, obviamente, não aconteceu) e há quem se ofereça para ir ao inferno no lugar dos médicos. Há os céticos que dizem : "põe o meu nome na lista também" e o "grande" historiador e jornalista que escreveu: "Concedamos, por alguns momentos, que a “lei de Deus” esteja realmente acima da lei dos homens..."
É hilário, para não dizer... Triste.
Pelo direito canônico a excomunhão para as pessoas que praticam aborto ou colaboram com essa prática é automática. O bispo apenas alertou os desavisados. Só pediu que refletissem sobre a gravidade do fato.
Lembremos também que o direito à vida não é defendido só pela Igreja. Está garantido em nossa Constituição e na Declaração Universal dos Direitos Humanos, da ONU.
A Igreja Católica sempre defendeu que não se pode, voluntariamente, tirar a vida de um ser humano inocente e, coerentemente, é contra o aborto em qualquer circunstância. Mesmo em casos particularmente dolorosos. Não se trata apenas da opinião de um bispo.
Mas, e a menina de 9 anos?
É uma vítima que precisa de amparo e carinho. Vítima de uma família mal estruturada. Vítima de um governo que joga preservativos em cima da população e incentiva o relacionamento sexual precoce com essa atitude. Vítima de uma sociedade que para todas as noites para assistir à baixaria que acontece no Big Brother.
E a solução encontrada por parte desta sociedade, qual foi?

1. Assassinar as duas crianças inocentes através de um aborto "legalizado".
(entre aspas porque se houvesse coerência jurídica a lei de 1940 jamais poderia prevalecer em face do que estabelece a Constituição de 88. Ou uma lei pode ser superior a um dispositivo constitucional?)
2. Expor a menina a um trauma do qual ela jamais se livrará.
3. Defender a "coitadinha da mãe" que foi excomungada pelo "bispo malvado".
4. Prender o "padrasto" da menina. Até agora é o único suspeito de tê-la engravidado.
5. Criticar veementemente a Igreja Católica por ser contra o aborto.
Essa mesma sociedade esquecerá desta menina nas próximas semanas, quando acontecer mais um clássico de futebol ou quando mais uma falcatrua acontecer na política brasileira ou, ainda, quando tiver mais um paredão no Big Brother.
Supondo-se que tenha sido o "padrasto" (faço questão de colocar entre aspas em respeito aos verdadeiros padrastos que zelam por seus enteados como se fossem os próprios pais biológicos) o gerador dessa atrocidade, vejamos qual será o resultado final dessa história:
O "padrasto" pegará alguns anos de cadeia.
Se for condenado a 18 anos e, na prisão, for bem comportado, terá sua pena reduzida. Hoje tem 23 anos. Aos 30 estará por aí, numa boa. Talvez freqüentando barzinhos e baladas e “pegando” algumas meninas.
A mãe em breve estará tentando "refazer" sua vida. Colocará outro homem dentro de casa? A excomunhão? Quem liga?
A pequena de 9 anos carregará para o resto da vida a triste lembrança de ter sido agredida por um monstro dentro de sua própria casa. Lembrará, com tristeza também, das duas vidas que foram geradas contra sua vontade e arrancadas como se fosse lixo.
Os gêmeos abortados foram jogados fora como “sujeira” que estava incomodando. Quem poderá dizer o que poderiam vir a ser caso não tivessem sido mortos?
O mundo precisa de católicos coerentes com sua fé. Que ajudem a melhorar o mundo. A começar pela defesa intransigente do direito à vida.
Para isso contamos com o apoio de todos, católicos ou não, que não querem que nossas vidas seja um imenso Big Brother.

Há aqueles que comentam a excomunhão da menina (fato que, obviamente, não aconteceu) e há quem se ofereça para ir ao inferno no lugar dos médicos. Há os céticos que dizem : "põe o meu nome na lista também" e o "grande" historiador e jornalista que escreveu: "Concedamos, por alguns momentos, que a “lei de Deus” esteja realmente acima da lei dos homens..."
É hilário, para não dizer... Triste.
Pelo direito canônico a excomunhão para as pessoas que praticam aborto ou colaboram com essa prática é automática. O bispo apenas alertou os desavisados. Só pediu que refletissem sobre a gravidade do fato.
Lembremos também que o direito à vida não é defendido só pela Igreja. Está garantido em nossa Constituição e na Declaração Universal dos Direitos Humanos, da ONU.
A Igreja Católica sempre defendeu que não se pode, voluntariamente, tirar a vida de um ser humano inocente e, coerentemente, é contra o aborto em qualquer circunstância. Mesmo em casos particularmente dolorosos. Não se trata apenas da opinião de um bispo.
Mas, e a menina de 9 anos?
É uma vítima que precisa de amparo e carinho. Vítima de uma família mal estruturada. Vítima de um governo que joga preservativos em cima da população e incentiva o relacionamento sexual precoce com essa atitude. Vítima de uma sociedade que para todas as noites para assistir à baixaria que acontece no Big Brother.
E a solução encontrada por parte desta sociedade, qual foi?

1. Assassinar as duas crianças inocentes através de um aborto "legalizado".
(entre aspas porque se houvesse coerência jurídica a lei de 1940 jamais poderia prevalecer em face do que estabelece a Constituição de 88. Ou uma lei pode ser superior a um dispositivo constitucional?)
2. Expor a menina a um trauma do qual ela jamais se livrará.
3. Defender a "coitadinha da mãe" que foi excomungada pelo "bispo malvado".
4. Prender o "padrasto" da menina. Até agora é o único suspeito de tê-la engravidado.
5. Criticar veementemente a Igreja Católica por ser contra o aborto.
Essa mesma sociedade esquecerá desta menina nas próximas semanas, quando acontecer mais um clássico de futebol ou quando mais uma falcatrua acontecer na política brasileira ou, ainda, quando tiver mais um paredão no Big Brother.
Supondo-se que tenha sido o "padrasto" (faço questão de colocar entre aspas em respeito aos verdadeiros padrastos que zelam por seus enteados como se fossem os próprios pais biológicos) o gerador dessa atrocidade, vejamos qual será o resultado final dessa história:
O "padrasto" pegará alguns anos de cadeia.
Se for condenado a 18 anos e, na prisão, for bem comportado, terá sua pena reduzida. Hoje tem 23 anos. Aos 30 estará por aí, numa boa. Talvez freqüentando barzinhos e baladas e “pegando” algumas meninas.
A mãe em breve estará tentando "refazer" sua vida. Colocará outro homem dentro de casa? A excomunhão? Quem liga?
A pequena de 9 anos carregará para o resto da vida a triste lembrança de ter sido agredida por um monstro dentro de sua própria casa. Lembrará, com tristeza também, das duas vidas que foram geradas contra sua vontade e arrancadas como se fosse lixo.
Os gêmeos abortados foram jogados fora como “sujeira” que estava incomodando. Quem poderá dizer o que poderiam vir a ser caso não tivessem sido mortos?
O mundo precisa de católicos coerentes com sua fé. Que ajudem a melhorar o mundo. A começar pela defesa intransigente do direito à vida.
Para isso contamos com o apoio de todos, católicos ou não, que não querem que nossas vidas seja um imenso Big Brother.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Não é uma questão de ser contra ou favor...
Sonia Rosalia Refosco de Oliveira
“Sobre a questão do aborto, não se trata de ser contra ou a favor, mas de discutirmos com muita franqueza, porque é uma questão de saúde publica. Se perguntarem para mim, eu sou contra, mas, meu Deus do céu, quantas madames vão fazer aborto em outro país enquanto as mulheres pobres morrem na periferia dos centros urbanos?” (Fala do senhor presidente na 11ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos, em Brasília em 15/12)
Pergunto-lhe, presidente Lula:
Se entende que o aborto é assassinato, como pode querer levar isso à discussão?
Se não entende que é assassinato, é contra o quê?
O que é um aborto, senhor presidente?
Esclareça-nos, verdadeiramente, quanto à sua posição, pois para mim, quanto mais o senhor fala, mais tenta confundir as pessoas.
Transparência, presidente! Transparência!!!
(Carta enviada ao Forum dos Leitores do Jornal Estado de São Paulo em 16/12/2008)
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